Pontos Turísticos

CAPELA SÃO JOAQUIM

Usina Laranjeiras – Vicência
A Capela São Joaquim tem sua construção datada do incídio do século 19, possui característica arquitetônica do estilo barroco. Localiza-se em terras da usina
Laranjeiras.
A 87 km do Recife, acesso pela BR 408

ENGENHO E CACHAÇARIA ÁGUA DOCE

A Cachaça Engenho Água Doce é produzida no município de Vicência, às margens da PE 74, Km 10 – Zona da Mata Norte de Pernambuco, distante 87 km de
Recife. Seus produtores são membros da Família Andrade Lima, dona do local.
O engenho adquirido a mais de um século pela família era produtor de açúcar bruto, rapadura, mel de engenho e cachaça. Até 1958 as moendas estiveram em
atividade, até que por motivos financeiros o negócio parou.
Em 2003 reiniciaram a produção de cachaça artesanal, procurando desenvolver um produto com a tradição da família Andrade Lima e com o princípio da
qualidade. Toda a produção obedece a critérios de qualidade. Em 2006 iniciaram a produção de licores, utilizando a cachaça e frutas tropicais, produzidas no
próprio engenho e região.

ENGENHO IGUAPE

O Engenho Iguape, situado no município de Vicência, Mata Norte de Pernambuco, nasceu de terras cedidas do Engenho Poço Comprido. O seu fundador foi
o Bel. Antônio Flávio Pessoa Guerra, que, em 1884, construiu a sua “moita” (local onde se moía a cana-de-açúcar para fabricação do açúcar bruto e aguardente).
Tempos depois, com o apurado da sua produção, ele finalmente construiu o restante da sede do engenho e a casa grande, moradia dos seus familiares.
A construção é do século XIX, porém, as acomodações obedecem aos padrões do turismo rural ecologicamente correto, destacando-se os alpendres, onde se
pode deitar em redes para uma boa leitura, ouvir um bom disco de vinil e em noites, principalmente de lua cheia, provar um saboroso vinho.
O Iguape é um dos poucos engenhos da época do apogeu do ciclo do açúcar em Pernambuco o seu proprietário atual é o vereador Josenildo Amorim, e continua
com muita dedicação, em preservar a sua originalidade, a sede do engenho Iguape é considerada pelo município de Vicência área de preservação ambiental e
cultural, fazendo parte de todas as rotas do turismo rural do estado, sendo elas: Consórcio Engenhos do Norte, rota dos Engenhos e maracatus e Civilização do
Açúcar.

ENGENHO JUNDIÁ

Assim como o Engenho Uruaé, em Condado (também na Mata Norte, a 58 quilômetros da capital), Jundiá concilia moradia com visitação turística. Quem bate à
porta do chalé pintado de branco, com janelas e adornos azuis, no sopé da Cordilheira das Mascarenhas, é recebido por uma simpática senhora. Zélia Maria César
Correia faz sala para os hóspedes e mostra cada pedacinho da propriedade que administra com o marido.
A equipe do JC chegou ao lugar sem aviso. Mas as visitas devem ser agendadas e sempre em grupos de, no mínimo, dez pessoas. O Engenho Jundiá, onde
nasceu o geógrafo Manoel Correia de Andrade (1922-2007), pertence à família Correia de Oliveira Andrade desde 1879. “A propriedade existe desde 1750 e o
engenho foi fundado em 1817”, informa Zélia Maria César.
Duas senhoras de engenho moraram no casarão, que não tem tombamento, mas é preservado pelos herdeiros. Até a fuligem deixada nos caibros do telhado da
cozinha, pelo fogão à lenha, está mantida. “A cozinha é a única parte reformada da casa. Moro aqui e precisava de conforto. Mas não substituímos os caibros
enegrecidos”, afirma.
A parede é feita de areia, cal, barro e água, mistura que se chama de caliça
Zélia Maria César Correia faz sala para os hóspedes.
Zélia conduz os visitantes pelos cômodos e vai narrando aos poucos a história do engenho, que deixou de moer em 1956, quando passou a fornecer cana para
usina. “Essa era a carretilha de fazer sequilhos e esse era o almofariz onde se macerava os temperos”, diz ela, apontando objetos usados na casa no início do
século 20. Um telefone de 1920, adquirido pelos primeiros moradores do lugar, virou peça de exposição.
Um trecho do corredor, propositalmente sem reboco, é o mote para contar aos turistas a forma de construção do imóvel. “A parede é feita de areia, cal, barro e
água, mistura que se chama de caliça”, explica. O piso, da década de 20, é de ladrilho hidráulico. Jundiá fabricava açúcar e tinha uma destilaria de aguardente.
O engenho conserva duas igrejinhas. Construída em 1905, a Capela de Nossa Senhora da Conceição fica no Pico do Jundiá, a 470 metros de altitude. A outra,
erguida em 1964, ao lado da casa-grande, é dedicada a Santa Joana D’Arc. “Temos três procissões saindo do engenho, no primeiro domingo de dezembro, no dia
do Natal e em 6 de janeiro”, informa.

ENGENHO POÇO COMPRIDO

O Engenho Poço Comprido, forma o conjunto arquitetônico remanescente da sociedade da antiga agro-indústria açucareira pernambucana; hoje pertence à Usina
Laranjeiras, mas é a Associação dos Filhos e Amigos de Vicência que faz a gestão do sítio histórico. Único engenho do Brasil tombado nacionalmente pelo Instituto
de defesa do Patrimônio Histórico Nacional, o IPHAN, conforme se vê no Livro de Tombo de Belas Artes, no ano de 1962.

MATRIZ DE SANT’ANA, VICÊNCIA-PE

Em 1850 as terras do município eram conhecidas, apenas, como um rincão rural. Apesar de não ter denominação contam-se que ali havia a residência de uma
senhora, muito católica, conhecida pelo nome de Vivência de Melo. O rancho de dona Vicência era constantemente procurado pelos almocreves que viajavam para
Goiana e municípios vizinhos. Essa localidade que pela posição geográfica tornou-se um ponto de encontro daqueles condutores de mercadorias que o
procuravam para descansar, foi gradativamente tornando-se um povoado. Nas proximidades da sua residência, dona Vicência, construiu uma capela sob a
invocação de Santana, reservando para o patrimônio 40 braças de terra, em luadro. E, 1856, padre João Crisóstomo iniciou a construção de uma capela que foi
concluída em 1859, tendo sido orientador o capuchinho Frei Caetano de Messina.